O bloco Escravos da Mauá foi criado no carnaval de 1993 por um grupo de amigos, quase todos funcionários do INT - Instituto Nacional de Tecnologia, que tem sede na Avenida Venezuela, nos arredores da Praça Mauá. Desde então, partindo do belo Largo de São Francisco da Prainha, na rua Sacadura Cabral, o bloco percorre as ruas do bairro da Saúde, nas proximidades da Praça Mauá, da Pedra do Sal e do Morro da Conceição. Seus sambas cantam a história do bairro, que é berço dos primeiros Ranchos e do "carnaval de rua" do Rio de Janeiro e já foi local de moradia, trabalho e/ou encontro para grandes chorões e sambistas cariocas como Pixinguinha, João da Baiana, Sinhô e Donga.

   O bloco Escravos da Mauá desfila na última quinta-feira ANTES do carnaval e tem concentração no Largo de São Francisco da Prainha a partir das 19 horas. As cores do bloco são azul e amarelo. Entre um e outro carnaval, uma vez por mês, o bloco organiza uma animadíssima roda de samba em sua "sede social a céu aberto", o Largo de São Francisco da Prainha. Sempre com o "Fabuloso Grupo Eu Canto Samba" e seus fabulosíssimos convidados.

   O Bloco Escravos da Mauá faz parte da SEBASTIANA - a Associação dos blocos de carnaval da Zona Sul, Centro e Santa Teresa da cidade de S. Sebastião do Rio de Janeiro, formada pelos blocos Simpatia é quase amor, Suvaco do Cristo, Barbas, Bloco de Segunda, Carmelitas, Meu bem volto já, Imprensa que eu gamo, Que merda é essa?, Gigantes da Lira, Bloco Virtual, Bloco da Ansiedade e Escravos da Mauá. Tem Izair & Alexandre e Branca & Fernando Braga como casais de porta-bandeira e mestre-sala e Juliana Costa como ex-porta-bandeira mirim (atual porta-bandeira adolescente). A bateria é comandada pelo Mestre Penha, que também é mestre da bateria do Simpatia é quase amor.

   O bloco faz concurso de camisetas, mas não faz concurso de samba, que tradicionalmente é composto pela Ala de Compositores dos Escravos da Mauá, com a participação de todos que querem juntar idéias. "Não queremos suscitar nenhum tipo de rivalidade. Além disso, nosso objetivo é contar a história da região portuária, do samba, da cultura negra, tudo num clima de amizade. Nos primeiros anos, eu mesmo fazia as letras. Depois, isso se transformou num processo de criação coletiva. Depois de colher as idéias discutidas, busco passar o sentimento das pessoas pro papel. Pra não ficar muita bagunça, sempre escolhemos antes o tema musical, que na maioria das vezes tem sido de autoria do Zé da Lata" conta Ricardo Costa, que, como Zé da Lata, não assina a autoria do samba.

   Em 1993, ano de sua fundação, o bloco desfilou com cerca de 500 pessoas. No carnaval de 2006, o bloco arrastou 20 mil foliões e foi eleito, em eleição popular online pelo Jornal do Brasil, como "o melhor bloco do carnaval 2006". "Por um lado, a gente sente a perda de um relacionamento mais próximo com as pessoas, já que, antes, todo mundo se conhecia. Por outro lado, é muito bacana ver 20 mil pessoas cantando o nosso samba e se divertindo", celebra a moçada dos Escravos da Mauá.

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